Número 84
Publicado pelo Jornal do Brasil, de 24 de agosto de 2001, pg. 16.
CONJUNTURA


o Brasil, inúmeras empresas de portes diferenciados, e independentemente da origem de seu capital majoritário, vêm atuando como agentes transformadores da sociedade. Várias têm sido as iniciativas voltadas a um maior senso de responsabilidade e de consciência com relação à exclusão social de milhares de pessoas. Seguindo uma tendência mundial, projetos de cunho social vêm sendo desenvolvidos por empresários locais. Tais projetos não têm caráter filantrópico tradicional, onde o empresário doa uma quantia de recursos financeiros, sem se preocupar com o resultado final. Ao contrário, eles objetivam intensificar as relações entre a empresa e sua comunidade, por meio de solução de determinadas carências, em um contexto de responsabilidade social compartilhada.

Do lado dos funcionários, inclusive altos executivos, eles vêm se engajando como voluntários em projetos desenvolvidos diretamente por suas empresas ou em outros, às vezes, fora de seu ambiente direto de trabalho. Como voluntários, eles têm a possibilidade de desenvolver certas habilidades, de atuar em novas áreas e de exercer outros tipos de lideranças que podem trazer amplos benefícios pessoais e profissionais. Projetos sociais de responsabilidade de empresas ou de indivíduos isolados, sempre trazem resultados positivos. Para as empresas, constituem eficientes estratégias de negócios. Para os indivíduos, as novas habilidades e melhoria da auto-estima tendem a repercutir sobre ganhos adicionais de produtividade. No mundo altamente competitivo, tais ações agregam valor e, cada vez, tornam-se diferenciadores para as empresas e seus empregados.