Número 51
Publicado pelo Jornal do Brasil, de 11 de agosto de 2000, pg. 16.
CONJUNTURA


O Brasil tem sido um dos principais receptores dos investimentos diretos dos EUA que, desde o início dos anos 90, respondem por 30%, em média, de todo o capital investido nos países em desenvolvimento. O setor industrial tem sido o foco central de atração desses investimentos. Para cada dólar aqui investido, 0,75 cents destinam-se à indústria e o restante aos serviços em geral. Os setores automotivo, (petro)químico, alimentos e de máquinas e equipamentos têm, no capital norte-americano, participação diferenciada, porém bastante significativa. Nos segmentos de tecnologia e computação e de telecomunicações, a presença de empresas norte-americanas também se destaca, como proporção do faturamento total de vendas .

Entre 1996 e 1999, quando outros países passaram também a investir maciçamente no Brasil – Espanha, com 16%, Holanda, com 9,9%, e França e Portugal, ambos com 8% – a liderança dos Estados Unidos permaneceu inalterada, com ingresso acumulado de US$19,5 bilhões, ou 26% do total de US$74,7 bilhões. Este ano, os EUA já investiram US$3,4 bilhões, participando com 29,6%, do montante ingresso até junho.

As transações comerciais entre Brasil e EUA também são muito significativas: os EUA participam com 22% do total de nossas exportações e 23,6% de nossas importações. Por tudo isso, a performance econômica dos EUA afeta diretamente o emprego e a renda de todos nós, brasileiros.